Mundo subaquático
em perigo!
O tempo
escasseava vertiginosamente e a azáfama instalara-se em toda a comunidade de
viventes aquáticos. A notícia corria de boca em boca e todos estavam
conscientes de que a ação estaria em marcha daí a pouco.
Sob a orientação do
príncipe D`Argos, preparavam-se as tropas para mais uma investigação sigilosa
que poria fim à difícil travessia do Mediterrâneo. Exércitos armados com elmos
e capacetes despediam-se dos entes queridos e, movidos pelo espírito
empreendedor de missão, iniciaram a sua travessia do Sarah, deixando para trás
o símbolo do império que ajudaram a construir – o castelo das quatro torres. À distância,
a olho nu, imperceptíveis, mais pareciam esquimós em formaturas uníssonas em
marcha rumo às profundezas do governo de Neptuno.
Nas margens do
Nilo, ainda o sol não raiva, já se ouviam vozes de comando vinda do submarino
Vitória e pequenos pontos de luzes desenhavam nas águas a sua grandiosidade. Ingremes
escadas levavam dezenas de soldados ao convés do navio, onde homens de batas
multicolores tinham preparado o fulminante detonador condensado num caldeirão,
cujo destino fora atempadamente planeado.
Num patamar
superior, outros seres minúsculos também ditavam ordens de implosão de qualquer
objecto suspeito de perigo. Tratava-se da mais sofisticada operação levada a
cabo por baleias, tubarões, raias, polvo, torpedos, entre outros, cujo objetivo
consistia em escavar o planeta terra para o levar ao desaparecimento total.
À hora planeada,
quer por uns, quer por outros, o caus instalara-se nas profundezas das águas e,
sob o olhar céptico de muitos, o submarino afundara-se lentamente no silêncio das
águas tumultuosas.
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