segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Mundo subaquático em perigo!



Mundo subaquático em perigo!

                O tempo escasseava vertiginosamente e a azáfama instalara-se em toda a comunidade de viventes aquáticos. A notícia corria de boca em boca e todos estavam conscientes de que a ação estaria em marcha daí a pouco.
                Sob a orientação do príncipe D`Argos, preparavam-se as tropas para mais uma investigação sigilosa que poria fim à difícil travessia do Mediterrâneo. Exércitos armados com elmos e capacetes despediam-se dos entes queridos e, movidos pelo espírito empreendedor de missão, iniciaram a sua travessia do Sarah, deixando para trás o símbolo do império que ajudaram a construir – o castelo das quatro torres. À distância, a olho nu, imperceptíveis, mais pareciam esquimós em formaturas uníssonas em marcha rumo às profundezas do governo de Neptuno.
                Nas margens do Nilo, ainda o sol não raiva, já se ouviam vozes de comando vinda do submarino Vitória e pequenos pontos de luzes desenhavam nas águas a sua grandiosidade. Ingremes escadas levavam dezenas de soldados ao convés do navio, onde homens de batas multicolores tinham preparado o fulminante detonador condensado num caldeirão, cujo destino fora atempadamente planeado.
                Num patamar superior, outros seres minúsculos também ditavam ordens de implosão de qualquer objecto suspeito de perigo. Tratava-se da mais sofisticada operação levada a cabo por baleias, tubarões, raias, polvo, torpedos, entre outros, cujo objetivo consistia em escavar o planeta terra para o levar ao desaparecimento total.

                À hora planeada, quer por uns, quer por outros, o caus instalara-se nas profundezas das águas e, sob o olhar céptico de muitos, o submarino afundara-se lentamente no silêncio das águas tumultuosas.  

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