segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Exemplo de uma história

Bestia Pianeta

Num futuro não muito distante, dois extraterrestres exploradores deparam-se com um planeta dito “desconhecido”.
Ao chegarem ao dito planeta, deparam-se com um caótico mundo pós-apocalíptico: cidades em ruínas, abandonadas, dizimadas, os esqueletos dos seus supostos habitantes espalhados por toda a parte, vazios, imóveis. O próprio sol, como constatam os dois aventureiros, esconde-se por trás de densas nuvens que tão constantemente vomitam pingos de água, emprestando aquele mundo um tom pálido de morte.

Não tardou muito que a sua busca pela compreensão dos factos que enrodilhavam aquele mundo copulasse com a incrível descoberta de que aquele mundo era, de facto, habitado. Mas não pelo que esperavam…

Figuras gigantescas espezinhavam os espaços entre os edifícios, destruindo tudo à sua passagem. Monstros descarnados serviam como seus animais de estimação. Sousa, o capitão da pequena dupla aventureira, depressa absorve o medo do local e anseia por uma fuga, mas Xubunqui, o seu segundo no comando, insiste para que, apesar das adversidades, se investigue mais um pouco o local desabitado, crendo, pelo aspeto do ambiente e dos objetos que o rodeiam, que a civilização que outrora parecia ter habitado aquele planeta dispunha de um mínimo de inteligência e de capacidades técnicas.

Cedendo à pressão do colega, Sousa acede ao pedido do amigo, embora contrariado. Fintando os monstros, a dupla depressa se apercebe de que nada percebe sobre o que ali se passa. Animais de grande porte, aparentemente inofensivos, passeiam pelas ruas delapidadas, esqueletos dos prováveis habitantes acenam, indiferentes, aos viajantes, a dúvida pertinente do porquê do sol estar escondido e o estranho nome de uma montra capta a atenção do duo. Mas cedo se envolvem em novo confronto com os incansáveis gigantes e Sousa é ferido em “combate” (ou fuga?) Como consequência dos eventos, ambos decidem esconder-se numa outra montra marcada com o estranho símbolo de uma serpente. E depressa notam que a fantasmagórica cidade parece ter vontade própria quando de uma velha caixa de madeira começa a sair um som melódico que depressa os coloca novamente em sarilhos. Dominados pelo medo, e pela dúvida, Xubunqui e Sousa vêm-se confrontados com o tão natural desejo de preservarem as suas vidas ou com a vontade (mais da parte de um que do outro) de desvendarem o mistério que envolve aquele mundo.

Autor: Pedro Carriço (Aluno da Escola Secundária da Portela)

   

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