Bestia
Pianeta
Num
futuro não muito distante, dois extraterrestres exploradores deparam-se com um
planeta dito “desconhecido”.
Ao
chegarem ao dito planeta, deparam-se com um caótico mundo pós-apocalíptico:
cidades em ruínas, abandonadas, dizimadas, os esqueletos dos seus supostos
habitantes espalhados por toda a parte, vazios, imóveis. O próprio sol, como
constatam os dois aventureiros, esconde-se por trás de densas nuvens que tão
constantemente vomitam pingos de água, emprestando aquele mundo um tom pálido de
morte.
Não
tardou muito que a sua busca pela compreensão dos factos que enrodilhavam
aquele mundo copulasse com a incrível descoberta de que aquele mundo era, de
facto, habitado. Mas não pelo que esperavam…
Figuras
gigantescas espezinhavam os espaços entre os edifícios, destruindo tudo à sua
passagem. Monstros descarnados serviam como seus animais de estimação. Sousa, o
capitão da pequena dupla aventureira, depressa absorve o medo do local e anseia
por uma fuga, mas Xubunqui, o seu segundo no comando, insiste para que, apesar
das adversidades, se investigue mais um pouco o local desabitado, crendo, pelo
aspeto do ambiente e dos objetos que o rodeiam, que a civilização que outrora
parecia ter habitado aquele planeta dispunha de um mínimo de inteligência e de
capacidades técnicas.
Cedendo
à pressão do colega, Sousa acede ao pedido do amigo, embora contrariado.
Fintando os monstros, a dupla depressa se apercebe de que nada percebe sobre o
que ali se passa. Animais de grande porte, aparentemente inofensivos, passeiam
pelas ruas delapidadas, esqueletos dos prováveis habitantes acenam,
indiferentes, aos viajantes, a dúvida pertinente do porquê do sol estar
escondido e o estranho nome de uma montra capta a atenção do duo. Mas cedo se
envolvem em novo confronto com os incansáveis gigantes e Sousa é ferido em
“combate” (ou fuga?) Como consequência dos eventos, ambos decidem esconder-se
numa outra montra marcada com o estranho símbolo de uma serpente. E depressa
notam que a fantasmagórica cidade parece ter vontade própria quando de uma
velha caixa de madeira começa a sair um som melódico que depressa os coloca
novamente em sarilhos. Dominados pelo medo, e pela dúvida, Xubunqui e Sousa
vêm-se confrontados com o tão natural desejo de preservarem as suas vidas ou
com a vontade (mais da parte de um que do outro) de desvendarem o mistério que
envolve aquele mundo.
Autor:
Pedro Carriço (Aluno da Escola Secundária da Portela)
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